São Paulo amplia apoio à agricultura irrigada
Crédito apoia modernização da irrigação
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Diante de períodos mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação passou a ser considerada estratégica para garantir a produção agrícola e o uso racional da água no estado, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. De acordo com a pasta, nesse contexto o Governo de São Paulo lançou, em 2025, a linha de crédito Irriga+SP, operacionalizada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), em parceria com a Desenvolve SP. Em um ano, o programa soma mais de 8 mil hectares beneficiados e R$ 56 milhões em investimentos.
A linha de crédito prevê prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até mil hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas e variam entre 4,81% e 9,87% ao ano, conforme informado pela secretaria.
Os recursos podem ser aplicados na aquisição de sistemas de irrigação por gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções de energia fotovoltaica e armazenamento. Também são financiadas tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico e serviços especializados para implantação das tecnologias.
A Desenvolve SP, responsável pela operacionalização do crédito, destaca o desempenho do programa no primeiro ano de funcionamento. Além do Irriga+SP, o FEAP mantém a linha Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), que também contempla projetos de agricultura irrigada. Em 2025, essa modalidade registrou mais de 170 operações, com investimento total de R$ 13 milhões.
O Instituto Agronômico (IAC) desenvolve pesquisas voltadas à eficiência hídrica e à redução da necessidade de irrigação. Os estudos avaliam qualidade e desempenho dos sistemas irrigáveis, suas vantagens e limitações, com foco na economia de água e na otimização dos equipamentos no campo.
Segundo o instituto, as pesquisas incluem levantamento das demandas hídricas de diferentes culturas e indicadores de eficiência no uso da água. Os trabalhos começaram antes da década de 1950 e envolvem a análise das fases das plantas e dos períodos mais críticos de déficit hídrico, além da adoção de imagens aéreas para aprofundar o entendimento sobre o consumo de água na produção agrícola.